Educação em colapso: Escolas de São João Batista sofrem com falta de merenda, livros e infraestrutura básica

A categoria protesta contra o descumprimento de reajustes salariais acumulados desde 2021 e denuncia o sucateamento das escolas municipais, incluindo falta de merenda e infraestrutura básica.

SÃO JOÃO BATISTA – MA | Os professores da rede municipal de ensino de São João Batista realizam, nesta terça-feira (10 de março), uma paralisação de advertência de suas atividades pedagógicas. A decisão, anunciada pelo Sindicato dos Professores Públicos Municipais (SINDPROF), é uma resposta ao que a categoria classifica como “desrespeito aos direitos trabalhistas” por parte da gestão municipal.

O Motivo do Impasse: Salários Defasados

De acordo com o ofício circular nº 01/2026, o sindicato alega que a prefeitura não vem repassando corretamente os reajustes salariais anuais garantidos pelo Governo Federal via recursos do Fundeb. O histórico de perdas apontado pela categoria é extenso:

  • 2021: Falta de repasse de 10% referente à transição para o Novo Fundeb.

  • 2023: Ausência do reajuste de 14,95%.

  • 2025: Repasse parcial de apenas 3%, quando o valor concedido pelo governo federal foi de 6,67%.

  • 2026: Até o momento, o reajuste de 5,40% não foi aplicado, e o sindicato afirma que o prefeito se recusa a receber a categoria para negociações.

Denúncias de Abandono Escolar

Para além da questão salarial, a nota do SINDPROF traça um cenário alarmante sobre as condições de ensino no município. Segundo o documento, os alunos sofrem com a irregularidade na oferta de alimentação escolar e a falta de livros didáticos, que não seriam distribuídos desde 2023.

A infraestrutura das unidades escolares também é alvo de críticas severas. Relatos apontam problemas em instalações elétricas e hidráulicas, além da ausência de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, situação que se agrava nas escolas localizadas na zona rural.

“O prefeito de São João Batista é o único da Baixada Maranhense que não vem respeitando e cumprindo os direitos dos profissionais da educação”, afirma a diretoria executiva do sindicato no documento.

Próximos Passos

O sindicato reforça que esta paralisação de 24 horas funciona como um alerta. Caso a prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação não apresentem soluções imediatas, novas paralisações e até uma greve geral na área educacional podem ser deflagradas.

O SINDPROF encerra a nota afirmando estar aberto ao diálogo, mas alerta que a “inércia dos gestores municipais poderá ocasionar maiores perdas educacionais à classe estudantil”.