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Teto de escola inaugurada em janeiro de 2026 desaba no município de São João Batista

Um grave incidente foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira em São João Batista. O teto da Escola Ângela Maria Corrêa, localizada no povoado Coroatá, desabou, causando medo e preocupação entre moradores da região. O caso chama ainda mais atenção porque a unidade escolar foi inaugurada recentemente, no dia 09 de janeiro de 2026, pela Prefeitura de São João Batista.

Dados do Portal da Transparência apontam que a empresa RC Construtora & Empreendimentos LTDA, inscrita no CNPJ nº 16.723.052/0001-26, foi responsável pela obra de construção da escola. Conforme o empenho nº 107004, a empresa faturou mais de R$ 290 mil pelos serviços executados na escola que desabou o teto e mais duas unidades escolares. Além deste contrato, a gestão municipal também já acumula mais de R$ 2,1 milhões em gastos relacionados à manutenção preventiva, corretiva e construção de prédios públicos destinados à Secretaria Municipal de Educação.

O desabamento poderá revela uma grave desconformidade entre o que foi pago e o que foi efetivamente executado. Segundo o contrato, o telhado deveria ser estruturado com tramas completas de madeira (compostas por ripas, caibros e peças de sustentação) ao custo de R$ 10.822,60, e finalizado com cobertura de telhas cerâmicas, orçada em R$ 6.404,88. No entanto, para driblar as especificações contratuais e reduzir custos, a empresa instalou telhas de fibrocimento (tipo Brasilit) como mostra as fotos registradas depois do desabamento, ignorando o projeto técnico e comprometendo a integridade da estrutura.

O desabamento da estrutura poucos meses após a inauguração levanta questionamentos sobre a qualidade da obra executada e a fiscalização dos serviços contratados pelo município. Segundo relatos de moradores, o teto teria cedido durante uma forte chuva registrada no fim da tarde, situação que aumentou os questionamentos sobre a resistência da estrutura, principalmente diante dos valores investidos na construção da unidade escolar. Para moradores, o episódio também expõe problemas relacionados à qualidade dos serviços públicos executados durante a gestão do prefeito Emerson Livio Soares Pinto, conhecido como Mecinho.